L1 – 26/5/1999. Efeito de Grupo. Vendo vários pilotos fazendo determinada coisa pode criar uma forte vontade de fazer o
mesmo. Eles podem ser mais habilidosos do que você ou podem estar, simplesmente, assumindo um risco maior. Este é um momento que você tem que manter seu ego sob controle e julgar por você mesmo
a habilidade necessária e o risco envolvido.
L3 – 1/9/1992. Talvez sua personalidade forte o tenha levado ao parapente. Este também é o motivo que leva muita gente a parar. Eles
percebem, num determinado momento, que estão se arriscando demais (se exibindo) e então sentem que não estão embasadas em seu autocontrole. Então, parar é uma boa decisão para eles. Se você
achar que estou falando de você, provavelmente não estou, mas talvez isto tenha ajudado.
L3 – 4/8/2000. Fama. Qual é a maior recompensa que um piloto de parapente pode obter? Mesmo que você se torne o campeão do mundo, ou o que voa
mais alto ou mais longe, a maioria das pessoas sequer sabe o que é o parapente. Alguns anos após a sua morte as poucas pessoas que se lembrarão de você, não por causa da sua experiência no
parapente, serão seus amigos próximos e sua família. Talvez o maior benefício obtido seja a auto-estima (se você ainda não tiver). Clint Eastwood (astro de cinema) disse: Você é uma lenda em sua
própria cabeça!
L4 – 20/2/1999. Nota para o ego: O parapente nunca me prometeu boas condições de vôo de forma regular. Igual a
qualquer outra paixão, o parapente me deixará bastante aborrecido de vez em quando. Quando um amigo me disser que eu perdi um grande dia de vôo, eu chegaria a pensar: "Eu vou desistir deste
hobby imprevisível”. A chave é olhar para trás, para o ano que passou, e me perguntar se eu estou pronto para perder o que o parapente me proporcionou de bom, e as coisas boas que estão por vir,
provavelmente no próximo final de semana.
L4 – 20/3/1999. Tenha outros hobbies. Após os primeiros anos, a não ser que o parapente seja seu ramo de negócio,
voar todo dia pode acabar com a maioria da diversão, ou então, te colocar numa constante busca por reconhecimento pelos seus esforços.
L4 – 6/4/1999. Evolução da curva de coragem. O grau de coragem de um piloto segue uma curva característica ao longo
dos cinco primeiros anos. O piloto inicia de forma conservadora, em função de um baixo nível de experiência e um alto nível de medo. No meio do caminho, o nível de experiência aumenta, o medo
diminui e decisões com um certo grau de coragem são tomadas. A coragem chega ao pico quando o piloto obtém um nível avançado. Esta é a Síndrome do Super Homem. Após alguns anos, percebendo que
situações ruins podem acontecer com qualquer um, as decisões se tornam mais conservadoras novamente.
Decolagem de Montanha
L1 – 17/12/2003/12/17.
Se acomodando na
selete. Muitos acidentes aconteceram porque os pilotos estavam lutando para se sentarem na selete após a decolagem. Os piores são aqueles que, sem tirar os
freios das mãos, abaixam-nas para pegar a parte de baixo da selete para ajustar. O piloto irá entrar em um
Stall (Full, Recuperação), se o piloto usar somente uma mão, o parapente entrará em Giro (Recuperação). Veja
Foto: Ajustando a selete com freios nas mãos. Outra idéia ruim é soltar os freios para então ajustar a selete. Um
Colapso
(Assimétrica, Recuperação) levará muito tempo para ser controlado (você precisa achar seus freios de novo) e ele pode te jogar de volta contra a montanha. Uma idéia não
tão boa é segurar os dois freios com uma mão enquanto usa a outra para ajeitar a selete, já que você não pode controlar um
Colapso
(Assimétrica, Recuperação) tão bem como se você tivesse com um freio em cada mão. Não é recomendado pisar no acelerador para se sentar após a decolagem. Se você não
está automaticamente em sua selete após a decolagem, espere até que você esteja, de forma segura, longe da montanha e, então, use o seguinte método. Jogue o corpo para trás e levante seus
joelhos até seu peito enquanto empurra (mas sem segurar) com suas mãos (ainda segurando os freios) todos os tirantes na altura onde você mantém suas mãos para frear e se remexa até você se
encaixar na selete nela. Praticar esta manobra na sua garagem, prendendo sua selete com algumas cordas irá ajudar. Você ajustou os tirantes da perna? Um problema comum é ter tirantes na perna
muito frouxos que põem a selete muito alta quando você corre/decola, tornando difícil sentar após a decolagem.
L2 – 1/7/1990. Atitude. Você não tem que decolar. Se você não se sente à vontade com a condição de vôo ou com um novo
local de decolagem, voe outro dia ou em um local melhor. Fique atento ao Efeito de Grupo e àqueles que voam para se exibir. Eu ouvi muitas vezes “Bem, vou decolar !” e então você o vê parado no
vento forte, sem penetrar. Com certeza é engraçado...
L2 – 1/6/1990. Se o vento variar mais do que 10 km/h (6 mph) em menos de 3 segundos, você encontrará ar turbulento.
Não decole.
L2 – 1/7/1991. O texto seguinte se aplica para uma decolagem num topo arredondado. De uma maneira geral, é possível
decolar se a velocidade média do vento é de 20 km/h (12 mph), com rajadas de até 25 km/h (15 mph) de, no máximo, 5 segundos, e ainda existir uma margem razoável de segurança com respeito à
velocidade de vôo (vento relativo) da sua asa. Alguém deve medir o vento um pouco à frente da decolagem, para evitar turbulência. Incline o anemômetro (windmeter) para achar a direção do
vento com a maior velocidade. Lembre-se que a velocidade do vento é reduzida quando próximo do solo. Lembre-se que há mais sustentação (melhor) e menos vento horizontal se você puder avançar
após a decolagem.
L2 – 7/9/2000. Aquelas nuvens cinza estão escurecendo.Térmicas e grandes zonas de sustentação se tornarão fortes. Não
decole, ou vá para o pouso se você já está voando. Olhando em volta, provavelmente você verá zonas de chuvas (à distância). Veja também:
Voando na chuva, Pousando próximo/na chuva.
L2 – 1/5/1990. Antes de puxar seus tirantes para inflar sua asa, fale a si mesmo: “Esta é uma tentativa e somente
decolarei se tudo estiver bem”. Não pense: “Eu perdi a decolagem duas vezes e as pessoas não irão rir de mim de novo”. Mosquitos ferozes também são uma péssima razão para apressar a decolagem.
L2 – 1/8/1990. Após a decolagem sua asa mergulha para ganhar velocidade (você não correu o suficiente) e em seguida
inicia um pêndulo. Se você atuar no freio quando o pêndulo começar você o amplificará o movimento pendular, o que poderá levar à um
Stall (Full, Recuperação) no ápice do movimento. Este efeito também pode acontecer quando você entra numa térmica.
L2 – 1/11/1998. As 10 piores razões para decolar: 10) Eu já esperei muito tempo. 9) Eu não tenho carona para
descer. 8) Eu estou com fome ou frio. 7) Foi uma longa caminha até aqui em cima. 6) Está escurecendo. 5) Vamos decolar antes que a chuva chegue. 4) Os mosquitos estão me comendo vivo. 3) Eu
chegarei atrasado para o jantar. 2) Eu serei um covarde se não decolar (Efeito de Grupo). 1) Hoje é meu último dia de férias !
L2 - 1999/11/16.
Arrancado do
chão durante uma decolagem invertida. Se existe o risco de ser arrancado do chão assim que a asa chegar na sua cabeça numa decolagem invertida, podemos crer que
é uma boa idéia girar rapidamente antes que isto aconteça. Veja Foto: Arrancado do chão durante uma decolagem invertida. Porém, se seus pés saírem do chão durante o giro rápido você não
conseguirá parar sua impulsão rotacional e irá “twistar” os tirantes para o outro lado, o que é desorientador. Isto aconteceu comigo e eu continuei acionando o freio errado até que minha
asa começou a virar para a montanha. Para prevenir isto de acontecer, em primeiro lugar, não gire rapidamente e/ou solicite auxílio para decolagem (muito orgulhoso?). Porém, se acontecer, o mais
importante é relaxar e deixar a asa voar para longe do relevo e girar depois. Segure os tirantes quando for girar de volta, tente manter a distância deles quando virar de frente (isto pode
transmitir algum giro para a asa). Certifique-se que seu tirante do peito não está muito apertado (antes da decolagem). Para aqueles com talento para ginástica, abram os braços para os lados e
estiquem as pernas para frente (aumenta a inércia rotacional, reduz a velocidade de rotação) quando seus tirantes estiverem com o máximo de força contra a rotação e torçam o corpo para prolongar
este ângulo ideal de torção do tirante.
L2 – 23/12/2003. Exame da asa na decolagem. Antes de iniciar a decolagem verifique sua asa botando-a na cabeça buscando um
Tirante Torcido
(Selete conectada erroneamente), uma Linha Sobreposta (Recuperação), uma
Gravata (Recuperação), ou um Nó (Instável, Recuperação), que são difíceis de serem vistos enquanto no chão. Estas situações podem ser irreversíveis uma vez que esteja em vôo. Se há vento suficiente, infle seu velame e fique parado, observando-o por alguns
segundos. Veja Vídeo: Piloto decola com um nó, 18/12/2003, Salève.
L3 – 1/9/1989. A asa está sobre sua cabeça e começa a se inclinar para um lado na direção do chão. Simplesmente “bombando” o freio do lado
que está mais alto irá fazê-lo descer se você não aplicar um forte movimento para frente. A ação mais importante para corrigir isto é mover o seu corpo para o lado que está mais próximo do chão.
A idéia é re-centrar seu corpo debaixo de sua asa.
L3 – 25/7/1999. Matando a asa (Linhas do “B”). Se você estiver inflando sua asa e precisar matá-la rapidamente (rajada), puxe os tirantes B, após
ter soltado os freios. Isto derruba a asa mais rapidamente do que com os freios uma vez que reduz sua superfície. Observe que, enquanto segurar os freios, você manterá uma superfície que gera
uma resistência ao vento entre suas linhas da fileira B e o bordo de fuga de sua asa. Então, simplesmente solte os freios. Evite usar esta técnica como um hábito (toda vez que você pousa, por
exemplo) já que isto gera muita tensão no ponto de ancoragem das linhas do “B” na asa. Veja também: Matando a Asa (Colapso Induzido), Arrastado pela asa.
L3 – 25/7/1999. Matando a asa (Colapso Induzido). Se você estiver inflando sua asa e precisar matá-la rapidamente (rajada), corra na direção de uma
das pontas da asa (seguindo-a de ré) enquanto enrola a linha do freio daquele lado. Isto inclinará a asa, colocando uma superfície menor em contato com o vento. Quando a asa girar 45 graus ou
mais, a orelha do lado exposto ao vento (a orelha oposta ao lado que você está correndo) irá enrolar-se e fechar rapidamente a maioria das células. Veja também
Matando a asa (Linhas do “B”),
Arrastado pela asa.
L3 – 1/5/1990. Deixe pelo menos um piloto decolar antes de você para ter uma idéia melhor das condições de vôo.
L3 – 1/5/1990. Se for decolar com condições de vento zero, identifique o percurso com menos obstáculos na frente de sua área de decolagem.
L3 – 6/6/2003. Decolagem - Montanha – Ciclo da Termal. Freqüentemente, as correntes termais se formam em intervalos de tempo regulares. Estudando
a velocidade do vento por 20 minutos você conseguirá prever o próximo ciclo e decolar antes do vento aumentar novamente. Alguém poderá notar também a duração do pico de velocidade do vento
dentro de um ciclo.
L3 – 1/6/1991. Se você sente um vento suave de frente, mas olha par trás e vê as árvores sendo sacudidas por um vento forte, observe o movimento das nuvens acima para tentar
obter uma confirmação que você não está, na realidade, no rotor de um forte vento de cauda.
L3 – 1/7/1991. Na decolagem você tem um vento forte de frente (+20 km/h, +12 mph) e as pessoas lá embaixo, na área de pouso, reportam ventos suaves (menos do que 5 km/h, 3
mph). Isto indica que o componente de sustentação médio durante o seu vôo (sem contar as termais) não será bom, porque a maior parte do componente da velocidade do vento não está vindo de baixas
altitudes. Espere um vento de frente sem muita sustentação.
L3 – 5/12/1999.
Decolagem de falésia. Você está para decolar de uma falésia e há um forte vento de frente que provoca um rotor atrás de você. Se você decolar mais para trás, fique atento à
faixa de sustentação logo à frente, que irá criar uma resistência ao início de seu vôo, lhe arrancará do chão e o jogará para trás, em seu rotor. Tente decolar o mais na frente possível e esteja
pronto para voar na velocidade máxima. Se você pretende parar na beirada da falésia, fique atento que o vento numa direção “não-horizontal” irá estabilizar a sua frente, puxando-o, a menos que
você aplique mais freio. Veja Foto: Decolagem de Falésia.
L3 - 2001/3/20. Decolagem com vento lateral. O vento vem de um ângulo (mais de 30 graus) de sua esquerda ou direita. Se você precisa decolar para
frente por causa do terreno (uma clareira de árvores, como um corte na floresta), o lado que está mais exposto ao vento pode
Sofrer um colapso
(Assimétrico, Recuperação) logo após a decolagem. Tente aproar o vento tão logo possível. Veja
Vídeo: Colapso Assimétrico após uma decolagem com vento lateral, 2000, Aspen, CO.
L3 – 29/1/2004.
Esqueceu de conectar seus
tirantes da perna. Muita gente morre desta forma, pendurada desafortunadamente por suas axilas por alguns minutos
agonizantes e então caindo. Se isto acontecer com você, lembre-se da seguinte seqüência. Agarre os tirantes do parapente. Com o peso em seus braços, balance suas pernas e jogue-as para cima,
para passá-las em volta dos tirantes e linhas. Puxe a selete para baixo de seu corpo. Retire as pernas, volte para a posição normal de vôo e conecte os tirantes da perna. Você pode reproduzir
uma situação similar em sua garagem para praticar a manobra. Veja
Foto: Recuperando
de um tirante da perna desconectado,
Vídeo:
Piloto recuperando de um tirante da perna desconectado, 2003/11, Canadá.
L3 – 1/4/1991. Você esqueceu de conectar seu tirante do peito. Uma situação similar aconteceu comigo por causa de um fecho do tipo automotivo ruim que abriu em vôo. Após o
susto inicial, você pode simplesmente forçar os lados e fechá-lo novamente. A força necessária para aproximar os lados é aproximadamente 25% do seu peso, dependendo do ponto de ancoragem de sua
selete.
L3 – 29/4/2004.
Dust Devil (Aguardando a
decolagem conectado à sua vela). Se você está preso na selete, conectado à vela e vê um Dust Devil se aproximando, deite-se
em cima da asa para prevenir que ela seja arrancada do chão. Veja
Foto: Segurando a
asa durante um dust devil,
Vídeo: Dust devil pega uma asa e selete, 2003, Piedrahita, Espanha. Não fique desnecessariamente conectado à sua asa esperando para
decolar. Veja também: Dust Devil
(Na aproximação do pouso).
L3 – 5/12/1999. Estou decolando – Informe às pessoas. Informe as pessoas à sua frente que você estará tentando decolar. Eles irão gostar de ver
você conseguir ou perder a decolagem e você irá evitar que alguém à sua frente infle a vela na sua direção de decolagem, ou cause turbulência. Veja
Foto:
Informe as pessoas que você está tentando decolar.
L3 – 10/3/2000. Checagem de reserva antes da decolagem. O velcro que segura o punho do reserva pode se fixar mais em função da vibração no
transporte por carro, tornando difícil separar o velcro quando tentar lançar o reserva. Antes de se conectar na selete:
1.
Solte e prenda novamente o velcro do punho do reserva.
2. Verifique que os pinos que prendem o reserva estão em seus devidos lugares, totalmente inseridos na laçada do anel.
Veja
Foto: O
reserva do Piloto Siggy Bockmaier se solta após a decolagem.
L3 - 1/8/2000.
Urinar antes da decolagem. Uma bexiga vazia tem uma probabilidade menor de se romper durante um acidente do que uma bexiga cheia.
L3 – 5/5/2004.
Inflando sua asa sem estar conectado. Você pode ter visto alguém inflando a asa segurando pelos tirantes, sem estar conectada na selete, presa somente pelas mãos. Não existe necessidade disso. Muita gente morre
sendo puxada para cima e largando. Exemplos de fatalidades: Em Portugal em maio de 2004, no Tirol em 1999, na Eslovênia em 1991.
L4 – 19/4/1999. Para desembaraçar suas linhas, estique-as, segure as linhas “A” e puxe as linhas do freio, um lado por vez. Isto freqüentemente
desembaraça todas as outras. Se sua selete não estiver conectada e seus tirantes estão com um nó, inicie do velame e vá desenrolando de cima para baixo as linhas “A”.
L4 – 28/10/1989. Se uma rajada, uma inflada errada ou um pouso ruim transformou sua asa numa bagunça confusa e embolada tente isto: segure o bordo de
ataque pelo centro e vá juntando sobre as mãos até as pontas. Nunca comece pela ponta, puxando para fora da confusão, pois isto tornará as coisas piores.
L4 – 1/5/1991. Se o vento aumenta como se uma termal estivesse passando, mas você não vê nenhum galho se movendo abaixo e a frente da decolagem, a
termal pode estar se formando atrás da decolagem e estar puxando o ar de onde você está. Você deverá sentir o ar um pouco mais frio. Esta não é uma boa hora para decolar.
L4 – 1/5/1990. Quando estiver com sua asa aberta com um vento forte, pode colocar pequenas pedras sobre o bordo de fuga de forma a impedir que o vento
a levante, ou criar uma barreira de uns 30 cm (1 pé) com o bordo de ataque, através de uma pequena tração nas linhas dos tirantes A. Isto irá reduzir a velocidade do vento sobre a asa.
L4 – 1/7/1994. Você precisa decolar numa rampa de grama muito inclinada. Traga alguns alfinetes para prender seu bordo de ataque na grama de forma que
não escorregue.
L4 – 1/6/1991. Você tem uma selete de pilotagem (muito popular no início da década de 90) e está decolando com muito peso nas costas. Isto irá aumentar
o ângulo de ataque de sua asa. Aplique mais pressão com suas pernas para compensar o deslocamento do peso.
L4 – 1/7/1998. Sua asa sempre infla as pontas antes do centro e você já tentou a forma de “ferradura” ou em ”V”. Ao invés de puxar os tirantes “A”,
puxe todas as linhas (use luva) do “A” menos aquelas mais próximas das pontas. Isto irá colocar a tração primeiro no centro de sua asa.
L4 – 7/9/2000. Você está a ponto de decolar, mas está começando a chover. Você realmente precisa fazer este vôo? Saiba que, quanto maior a chuva, maior
será a sustentação na e embaixo da nuvem. Então, se é somente uma neblina ou chuva leve, a sustentação/perda pode não ser tão ruim. Mas, se você ouve grandes pingos caindo na sua asa, cuidado!
Veja também: Voando na
Chuva, Pousando próximo/na chuva.
Decolagem Rebocada para Cross Country
L3 – 6/6/2003. Decole rebocado cedo e
diversas vezes. Decole de manhã cedo e diversas vezes, até que você consiga um bom vôo.
L3 – 6/6/2003. Desengate na termal durante
o reboque. Se você sente uma sustentação decente acima de 150m (500pés) AGL, desengate. Na sua subida, é a sua melhor
chance de achar uma termal. Muitas pessoas mantêm o engate até o final do reboque. É difícil achar algo no início do reboque (antes dos 150m) e, mesmo que você ache, a altitude ganha no reboque
até mais alto poderá ser utilizada para reencontrar a térmica posteriormente, em outro estágio de seu ciclo.
L3 – 6/6/2003.
O momento certo da decolagem rebocada. Este é diferente da
Decolagem de Montanha – Ciclo da Termal. Se você decola na termal (rajada), você estará na
descendente quando estiver na altura do desengate. Na decolagem rebocada, você quer pegar a termal no final do reboque. Mas é difícil saber quando isto irá acontecer, então
Decole cedo e diversas vezes. Nos dias de vento forte, decole … Em dias de vento forte,
decole no momento mais fraco.
Pousando
L2 – 1/8/1990. Você tem o
péssimo hábito de voar na taxa de menor afundamento antes de “arredondar” para o pouso. Você deveria saber que pode haver um gradiente de vento (proporcional à velocidade do vento) próximo do
chão que pode te levar à um Stall (Full, Recuperação) poucos metros acima do chão. Voe em velocidade de “mão alta” quando estiver na aproximação final.
L2 – 1/5/1990.
Caranguejando. Você decidiu pousar, mas o
vento não está alinhado com sua rota de vôo. Você precisará fazer uma rota similar à forma de andar de um caranguejo, e voar “em ângulo” a partir do seu caminho intencional de vôo. Vamos
considerar um componente de vento vindo da esquerda. Se você mantiver sua asa na direção da Área de Pouso (Landing Zone – LZ), sua trajetória será uma diagonal para a direita, uma vez que o
vento o empurra para aquele lado, finalizando à direita da LZ e tendo que, praticamente, encarar o vento de frente para chegar ao pouso. Você terá que compensar cedo ou tarde para o lado daquele
componente de vento. Dependendo da intensidade do componente de vento, você terá que voar em ângulo com a LZ para compensar a deriva de seu vôo. Observe que, enquanto estiver “caranguejando”,
você não estará fazendo uma curva. O caminho mais curto nem sempre é obtido voando-se diretamente para o destino.
L3 – 7/9/2000. Pousando próximo/na Chuva.
Uma chuva forte está caindo no horizonte (10+ km, 6+ milhas). Espere um aumento dramático no vento à medida que você aproxima para
o pouso, originário do ar frio que se espalha quando a chuva cai no chão. Veja também: Voando na Chuva,
Degradação da sua asa em função da umidade.
L3 – 28/5/2002. Pousando na Sombra do Vento.
O vento está forte e você precisa pousar numa área protegida do vento, como uma clareira numa floresta. Você precisará se decidir
entre 2 problemas: Lidar com a Turbulência ou um
Stall (Full, Recuperação) em função da redução da velocidade do vento assim que você entrar na
clareira. O evento mais provável de acontecer é um Colapso (Assimétrico, Recuperação) em
função da turbulência, que poderá fazer sua asa entrar em giro e resultar numa alta velocidade de impacto. É recomendável que você voe com atuação de 20% nos freios e pratique a
Pilotagem Ativa à medida que você se aproxime deste tipo de área de pouso. Você pode esperar um avanço de
grande a moderado de sua asa enquanto ela se “re-adapta” à nova velocidade do vento.
L3 – 1/7/1990. Você está pousando em um campo onde o vento é forte.
Lembre-se que uma linha de árvores ou uma casa pode induzir turbulência até uma distância de 10 vezes a sua altura.
L3 – 3/10/1999. Se você precisa pousar em um terreno inclinado e não há
vento de frente suficiente para reduzir seu planeio relativo ao solo para pousar de frente para o vento. Aumente o ângulo de sua asa em relação ao vento (não enfrente o vento) até que você
comece a perder altitude relativa ao declive abaixo de você. Arredonde (antes de tocar o solo) virando de frente com o vento.
L3 – 25/7/1999. Você pousou. Nada mais pode acontecer, certo? Algumas
pessoas já morreram por serem arrastadas após o pouso através de um campo, desmaiando por se chocar com algum obstáculo no caminho e afundando num rio próximo. Veja
Arrastado por sua asa.
L3 – 1/7/1991. Quanto mais forte o vento, menos você precisa arredondar para
o pouso.
L3 – 25/7/1999. “Dust Devil” (Na aproximação). Fique o mais longe possível
de “Dust Devils”. Se tiver um na área de pouso, pouse em outro lugar. Veja também: Dust
Devil (Aguardando para voar conectado à sua asa).
L3 – 12/6/2003.
Pousar voando para trás. Se você estiver voando para trás no momento do pouso (em função de
vento forte – n. do t.):
- Com uma velocidade de uma caminhada ou corrida leve... Pegue os tirantes C logo antes de tocar o
solo, então, imediatamente puxe os C’s e dê um giro quando tocar o solo.
- Com velocidades maiores... Desconecte o tirante do peito e uma das pernas em preparação. O tirante
da outra perna deverá ser mantido fechado para evitar que você caia por acidente. Garanta que não há outra coisa o prendendo à sua selete (tiras de rádio, vário, etc...). Na
aproximação final, desconecte a perna que resta. Pule de sua selete quanto estiver para tocar o chão e role. Você pode querer manter um dos freios na mão para segurar e desmontar sua
asa.
L4 – 1/9/1991. Se você esteve voando por mais de uma hora, tenha certeza que suas pernas não estão dormentes. Cuidado
com tiras de variômetros muito apertadas.
Pousando na rampa
L2 – 1/12/1998. Você tem
o hábito de fazer Orelhas (Execução) para
pousar na rampa porque deveria ser mais estável em turbulência e produz uma maior taxa de queda? Você acha que tem controle suficiente dos freios de sua asa se ela quiser avançar? Você está
pronto para lidar com um Colapso Frontal Front Stall (Recuperação) ? Você acha que usando o Acelerador (Como Usar) ao
mesmo tempo torna você mais ou menos suscetível à um Front Stall
(Recuperação) ? Veja
Vídeo: Front Stall com orelhas.
L3 – 18/5/1996. Na sua aproximação para o pouso na rampa, você observa que
está muito alto. Não exagere no freio, ficando próximo ao Stall (Full, Recuperação), uma vez que
isto pode acontecer. Simplesmente continue em vôo e volte para o lift, ganhe altitude e tente novamente. Cuidado ao fazer sua aproximação por trás, uma vez que você pode entrar em zonas de
rotor. Tente fazer sua aproximação pelo lado e vire para o vento quando for arredondar. Pergunte aos pilotos locais a melhor aproximação para o local.
L3 – 15/1/1999. Para reduzir sua taxa de planeio e melhorar o pouso.
Aproxime pelo lado (vamos considerar que o vendo vem de sua direita), jogue seu corpo o máximo que você puder para a direita e mantenha sua direção de vôo com o freio esquerdo. Isto degrada o
planeio (bom). Antes de tocar, solte o freio esquerdo e a asa irá virar para o vento.
L3 – 21/3/1999. O que é mais difícil do que pousar na rampa? Decidir não
pousar. Se há termais fortes na área, ou turbulência, pense duas vezes. É especialmente difícil quando você vê outros pousando na rampa antes de você, cuidado com este
Efeito de Grupo.
L3 – 5/12/1999. Pousando na rampa –
Informe às pessoas. Informe às pessoas que você está tentando pousar na rampa. Elas irão curtir suas tentativas com/sem
sucesso e você evitará que alguém infle a asa na sua rota de vôo, ou cause turbulência. Veja
Foto: Informando as pessoas que você está tentando pousar na rampa.
L4 – 2/6/2004.
Pousando na Rampa – Aumentando o arrasto com o corpo. Para reduzir o planeio (bom), adote uma posição vertical
(em pé) e abra os braços e pernas. Isto irá aumentar o arrasto. Veja também
Arrasto do piloto reduzido.
L4 – 14/12/2000.
“Batendo Asas”. Alguns pilotos “batem as
asas” para degradar a sustentação e aumentar o arrasto com o objetivo de facilitar o pouso na rampa (comum em Taiwan). A técnica consiste em acionar seus freios em pequenas e consecutivas
puxadas (1+ por segundo). Se nós estamos tentando imitar o bater de asas de um pássaro durante o pouso, devemos lembrar que, ao contrário dos pássaros, nós não conseguimos mover nosso bordo de
ataque para cima e para baixo, para frente e para trás, aumentando o caminho relativo do bordo pelo ar. O que realmente importa é não entrarmos em
Stall (Teoria). O ponto levanta a seguinte questão:
Se ao “bater as asas” o fluxo de ar que estaria iniciando o retorno para o bordo de ataque (quando acionamos o freio) é restabelecido mais rapidamente quando liberamos os freios, do que o tempo
que levaria para retornar quando acionamos o freio, então “bater as asas” poderia ser melhor do que uma posição fixa de freio. Mas isto continua sem resposta. Lembre-se que “bater as asas”
não irá evitar que sua asa entre em Stall (Teoria). Métodos alternativos: Execute curvas em S ou Orelhas (Execução). Veja também: Borboleta.
L4 – 14/12/2000.
Borboleta.
Esta técnica consiste em atuar nos freios de forma ampla e repetida por 2 segundos e liberar. A asa acaba fazendo movimentos pendulares amplos no eixo de pitch (cabeceio). Eu não recomendo. Veja
também: Batendo Asas.
Vôo Normal
L2 – 1/6/1991. Olhe, jogue o corpo, vire. Vire sua cabeça
para ver se o espaço está livre antes de fazer a curva. Além do mais, virar a cabeça possibilita uma alteração natural do centro de gravidade na selete.
L2 – 1/12/1989. Relembre-se das regras básicas de vôo.
Ultrapasse pela esquerda (evite ultrapassar pela direita). O piloto que tem o relevo à sua direita tem prioridade. O piloto mais baixo tem prioridade. Se você entra numa termal com outros
pilotos que já estão nela, gire para o mesmo lado que eles.
L2 – 24/2/2001. Pilotagem Abrupta. A
mudança rápida de direção irá aumentar sua taxa de afundamento enquanto executa uma curva apertada. Execute manobras suaves para obter a melhor performance. Mudanças rápidas também farão seu
ângulo de inclinação oscilar. O que se segue descreve um acidente comum: voando para fora do relevo, o piloto pensa que se ele executar uma curva apertada, terá espaço para completar uma volta
completa. Atuando de forma abrupta no freio, ele rapidamente obtém um grande ângulo de inclinação. Mas já que agora ele está começando a voar de frente para o relevo, o ângulo de inclinação
oscila de volta até quase zero, enviando-o na direção para o relevo. Imaginando que não está com atuação suficiente do freio, ele “enche” a mão, induzindo um
Giro Negativo (Recuperação) e caindo na montanha.
L2 – 3/4/2000. Enrolando os Freios nos Pulsos.
Voar com seus freios enrolados nos pulsos (você machucou suas mãos) é perigoso porque se você precisar pegar/lançar seu
Reserva (Quando) ou pegar algo longe do alcance de seus freios, você irá induzir uma reação inesperada na asa por conta da atuação excessiva nos freios. A alça do freio pode não sair de suas mãos quando você precisar,
especialmente se você estiver usando luvas. Eu também acredito que isto acaba diminuindo a sensibilidade nos freios do que usando as mãos e dedos.
L3 – 4/10/2001. Ângulo de Reclinação da Selete. Ajuste sua selete de forma que você possa
reclinar. Reclinar na sua selete não parece natural de início (como outras coisas em aviação), mas quando você fizer, seus vôos melhorarão. Para demonstrar a diferença entre voar numa posição
sentada e uma posição reclinada tente este exercício. Sentado em sua selete durante o vôo ou pendurado, note as coisas que estão em seu campo de visão. Quando estiver sentado, com seus olhos no
horizonte, você pode ver:
· Seus pés
Quando você reclina (com seus olhos no horizonte) você pode ver:
· Suas mãos (i.e., a sua
atuação nos freios e seus efeitos no vôo).
· Sua
Conexão dos Elevadores na
Selete (i.e. a mudança de peso que você executa e seus efeitos no vôo).
· Seu
Acelerador (Uso) (i.e. o
quanto está sendo atuado de cada lado)
· Sua asa (na sua visão
periférica).
- O chão (com referência à direção em que sua asa está direcionada e, portanto, sua trajetória no
chão).
Tente fazer a menor volta com mudança de peso estando sentado e estando reclinado. Você perceberá que pode
executar uma maior mudança de peso estando reclinado do que sentado. Existe um ponto negativo em ficar muito inclinado: a inércia do piloto no eixo central (yaw) é elevado, aumentando as chances
de “twistar” os elevadores após um grande Colapso (Assimétrico, Recuperação). Veja também: Ajuste do tirante do peito.
L3 – 1/5/1990. Ao fazer curvas, jogue seu peso na direção da curva para pender a selete para o lado que você
está girando, senão você estará contrariando um pouco da atuação no freio.
L3 – 4/10/2001. A velocidade e a direção do vento estando na base da nuvem pode ser observada olhando o
movimento da Sombra da Nuvem no
chão.
L4 – 1/6/1997. Quando estiver voando baixo e perto da
montanha, sempre esteja jogando o peso para o lado oposto ao relevo. Desta forma, se você tiver um
Colapso
(Assimétrico, Recuperação) no lado do relevo, será menor a probabilidade de você girar para ele e, bem como, você estará pronto para corrigir antes do problema
acontecer. Observe que se você jogar muito o peso para o lado oposto ao relevo, irá requerer uma atuação extra no freio do lado próximo a este, e isto degradará a performance da asa. Estabeleça
seu próprio compromisso com a performance/segurança.
L4 – 1/7/1991. As nuvens indicam o gradiente de vento
(velocidade e mudança de direção com a altitude). O topo da nuvem fornece uma indicação do vento no seu nível enquanto que sua base é mais influenciada pelos ventos próximos ao chão.
L4 – 1/8/1991. Para entender melhor outro piloto durante o
vôo, vire sua cabeça de forma que você coloque um ouvido na direção do vento, reduzindo desta forma o barulho do vento soprando em suas orelhas.
L4 – 1/6/1990. Para aqueles com uma selete de pilotagem
(comum no início dos anos 90), ajuste sua velocidade com a selete para reduzir o esforço nos freios e melhorar a performance.
L4 - 2004/5/5.
Bebendo durante o vôo. Beber água em pequenos goles é um método metabólico de
beber, onde, se você bebe pequenas quantidades de água por vez, seu corpo metaboliza esta água sem encher sua bexiga como quando você bebe um monte de uma só vez. Veja também:
Urinando durante o vôo.